Hub de Alzheimer

Visão Global · Alzheimer's Association

Alzheimer no Mundo

No mundo inteiro, 55 milhões de pessoas vivem com Alzheimer e outras demências. Conheça o panorama global da doença e como a ciência avança para mudar essa realidade.

Panorama global

A escala do Alzheimer no mundo

Dados da Alzheimer's Association e da Organização Mundial da Saúde revelam a dimensão global do desafio que enfrentamos.

55 mi

Pessoas vivendo com Alzheimer e outras demências no mundo

60%

Dos pacientes com demência vivem em países de baixa e média renda

1 a 3

Novos casos de demência a cada segundo no planeta

US$ 1,3 tri

Custo global anual da demência em saúde e cuidados

Panorama nacional

Alzheimer no Brasil 2026

O envelhecimento acelerado da população brasileira coloca o Alzheimer entre os principais desafios de saúde pública do país. Estimativas do Ministério da Saúde indicam que cerca de 8,5% da população com 60 anos ou mais convivem com demência — aproximadamente 1,8 milhão de pessoas, com projeção de chegar a 5,7 milhões de casos até 2050.

Em 2025, o SUS registrou 56,2 milhões de atendimentos ambulatoriais relacionados ao Alzheimer, com cerca de 30,4 mil óbitos associados à doença. Para além dos números, o avanço da demência reforça a importância de discutir cuidados e preferências pessoais o mais cedo possível, preservando a autonomia do paciente e o apoio às famílias.

1,8 mi

Brasileiros com demência hoje

5,7 mi

Projeção de casos até 2050

Leia o artigo completo na Medicina S/A
Jovem PanEntrevista · Dr. Marcelo Zalli para a Jovem Pan
Jovem PanJovem Pan · Saúde|21 de setembro de 2026 · Dia Mundial do Alzheimer

Alzheimer: diagnóstico precoce ganha importância com novos tratamentos

No Dia Mundial do Alzheimer, celebrado em 21 de setembro, o neurologista Marcelo Zalli alerta para o avanço da doença com o envelhecimento da população e explica como biomarcadores permitem identificar alterações antes da demência e abrir caminho para novas terapias.

Idosa de perfil olhando pela janela — representação da doença de Alzheimer
Reprodução/Pixabay — via Jovem Pan

O envelhecimento da população mundial colocou a doença de Alzheimer diante de uma dimensão que dificilmente pode ser ignorada. Mais de 55 milhões de pessoas viviam com algum tipo de demência no mundo em 2020, segundo a Alzheimer's Disease International (ADI). É um contingente próximo ao de toda a população da Itália, que atualmente tem cerca de 59 milhões de habitantes. A projeção é ainda mais preocupante: o número de pessoas com demência deve chegar a 78 milhões em 2030 e 139 milhões em 2050.

O Alzheimer responde por cerca de 60% a 70% dos casos de demência e tende a se tornar ainda mais frequente à medida que aumenta a expectativa de vida. As mulheres são desproporcionalmente afetadas, em parte porque vivem mais, mas a diferença não se explica apenas pela longevidade. Fatores biológicos e sociais vêm sendo investigados para compreender por que a doença atinge mais mulheres.

Para o neurologista Marcelo Zalli, esse cenário torna cada vez mais importante reconhecer a doença em suas fases iniciais. Durante muito tempo, diante de um paciente com comprometimento cognitivo leve, a evolução clínica tinha um peso decisivo: era necessário acompanhar se as dificuldades de memória e outras alterações cognitivas progrediriam até configurar uma demência por Alzheimer. Hoje, os biomarcadores permitem investigar a presença da própria patologia relacionada à doença antes que o quadro chegue a esse estágio.

O líquor ajuda a identificar o que está por trás do declínio cognitivo

A análise do líquido cefalorraquidiano, o líquor, permite pesquisar biomarcadores relacionados principalmente às proteínas beta-amiloide e tau, características da biologia do Alzheimer. Dessa forma, diante de um paciente com comprometimento cognitivo leve, é possível obter evidências de que as alterações estão associadas à patologia do Alzheimer ou investigar outras possíveis causas para os sintomas.

Essa mudança é relevante porque comprometimento cognitivo leve não significa necessariamente Alzheimer. Existem diferentes condições capazes de provocar alterações de memória e cognição. Os biomarcadores ajudam a separar situações que antes poderiam permanecer durante mais tempo em uma zona de incerteza diagnóstica.

Os critérios mais recentes para diagnóstico e estadiamento da doença reforçam essa mudança de perspectiva. O Alzheimer passou a ser entendido cada vez mais como uma doença definida também por sua biologia, que pode começar anos antes da instalação da demência. Além do líquor e do PET amiloide, biomarcadores sanguíneos vêm avançando rapidamente e começam a ampliar as possibilidades de investigação.

Diagnosticar cedo passou a interferir no tratamento

A identificação precoce ganhou ainda mais importância com a chegada dos anticorpos monoclonais dirigidos contra a beta-amiloide, como lecanemabe e donanemabe. Diferentemente dos medicamentos tradicionalmente utilizados para controlar sintomas, essas terapias atuam sobre um dos processos biológicos relacionados à doença, reduzindo a carga de placas amiloides no cérebro e podendo retardar a progressão do declínio cognitivo em pacientes selecionados.

Esses medicamentos não representam cura e não são indicados para todos os pacientes. Os estudos e aprovações concentram-se nas fases iniciais sintomáticas, como comprometimento cognitivo leve ou demência leve por Alzheimer, com confirmação da presença de patologia amiloide. O tratamento também exige avaliação criteriosa e acompanhamento por imagem devido ao risco de alterações cerebrais associadas à retirada do amiloide.

É justamente aí que diagnóstico e tratamento passam a caminhar juntos. Se as novas terapias têm sua indicação nas fases iniciais da doença, reconhecer o Alzheimer somente quando a perda cognitiva já está avançada significa perder uma parte importante da janela em que elas podem ser consideradas.

Antecipar o diagnóstico passou a ter consequências concretas

No Dia Mundial do Alzheimer, em 21 de setembro, a dimensão dos números chama atenção, mas a principal transformação talvez esteja na forma de enxergar a doença. A medicina está deixando de esperar apenas pela progressão dos sintomas para buscar sinais biológicos do Alzheimer mais cedo. Em uma doença que avança silenciosamente durante anos, antecipar o diagnóstico passou a ter consequências concretas sobre as possibilidades de tratamento.

Doença biológica, não só clínica

Os critérios recentes definem o Alzheimer também pela sua biologia, que pode começar anos antes da demência.

Biomarcadores no líquor e no sangue

Beta-amiloide e tau no líquor, PET-amiloide e novos testes sanguíneos ampliam a investigação precoce.

Anticorpos monoclonais

Lecanemabe e donanemabe reduzem placas amiloides e podem retardar o declínio em pacientes selecionados.

Prof. Dr. Marcelo Zalli — CRM/SC 17.333 | RQE 13.326

Neurologista · Professor Titular de Neurologia na Universidade do Vale do Itajaí · Membro da Brazil Health

Entendendo a doença

O que são Alzheimer e demência?

A doença de Alzheimer é uma doença cerebral degenerativa e a causa mais comum de demência. Demência não é uma doença específica — é um termo geral que descreve um grupo de sintomas causados por diversas doenças que afetam o cérebro.

Os sintomas pioram progressivamente e interferem na vida diária. Mas hoje, mais do que nunca, há motivos para esperança: novas terapias, biomarcadores e estratégias de prevenção estão mudando o panorama da doença.

Ilustração médica de cérebro com redes neurais e conexões cognitivas, representando saúde cerebral e conscientização sobre Alzheimer
Pesquisador em laboratório examinando imagens de cérebro e redes neurais, representando o progresso global na pesquisa de Alzheimer

Pesquisa e progresso

Uma era de avanços sem precedentes

Este é um tempo de promessa sem precedentes na corrida para acabar com o Alzheimer. Como a maior financiadora sem fins lucrativos de pesquisa sobre Alzheimer do mundo, a Alzheimer's Association está comprometida em acelerar a descoberta de métodos de tratamento, prevenção e, em última análise, cura.

Biomarcadores sanguíneos

Testes de sangue como p-tau217 estão revolucionando o diagnóstico, aproximando a atenção primária da neurologia especializada. EXAME EM ESTUDO: os exames de sangue disponíveis atualmente não são recomendados cientificamente.

Terapias modificadoras de doença

Lecanemabe e donanemabe representam uma nova era — tratamentos que removem placas de amiloide e podem desacelerar a progressão.

Prevenção multidomínio

Estudos como o LatAm-FINGERS mostram que intervenções combinadas (exercício, dieta, cognição, social) melhoram a saúde cerebral.

Pesquisa global

A Alzheimer's Association é a maior financiadora sem fins lucrativos de pesquisa sobre Alzheimer no mundo, investindo centenas de milhões em ciência.

Dados oficiais · 2026

Doença de Alzheimer — Dados e Estatísticas

Infográfico adaptado em português do relatório oficial Alzheimer's Disease Facts and Figures da Alzheimer's Association (Alz.org), edição 2026. Os números refletem a realidade dos Estados Unidos e ilustram a dimensão global do desafio.

+7 milhões

Americanos vivem com Alzheimer

Número projetado para chegar a quase 13 milhões até 2050.

1 em 3

Idosos morre com Alzheimer ou outra demência

Mais do que câncer de mama e próstata combinados.

+134%

Aumento nas mortes por Alzheimer (2000–2024)

Enquanto doenças cardíacas caíram 3,8% no mesmo período.

Mais que

câncer de mama e próstata combinados

O Alzheimer mata mais do que essas duas doenças juntas.

~13 milhões

Americanos cuidam de pessoas com Alzheimer sem remuneração

Cuidadores informais que dedicam seu tempo à família.

19 bilhões

Horas de cuidado não remunerado por ano

Valor estimado em mais de US$ 446 bilhões.

1 em 5

Risco vitalício para mulheres aos 45 anos

Mulheres têm maior risco de desenvolver Alzheimer.

1 em 10

Risco vitalício para homens aos 45 anos

Homens apresentam risco menor, mas ainda significativo.

US$ 409 bi

Custo em 2026 para os EUA

Pode chegar a quase US$ 1 trilhão até 2050.

46%

Conectam hábitos saudáveis à redução do risco

75% dizem que hábitos de vida importam para o cérebro, mas poucos agem.

Fonte: Alzheimer's Association (Alz.org)

Dados extraídos do relatório Alzheimer's Disease Facts and Figures — edição 2026. Para o conteúdo completo e original (em inglês), acesse o site oficial ou baixe o infográfico em PDF.

Contribuição brasileira

A pesquisa do Dr. Marcelo Zalli premiada internacionalmente

O Brasil também produz ciência de alto nível sobre Alzheimer. Conheça o estudo epidemiológico conduzido pelo Dr. Marcelo Zalli em Balneário Camboriú, reconhecido em congresso internacional.

Pesquisa premiada

Pesquisa do Dr. Marcelo Zalli ganha prêmio em congresso internacional

Estudo epidemiológico sobre Alzheimer no serviço público de Neurogeriatria de Balneário Camboriú, conduzido pelo Dr. Marcelo Zalli com acadêmicos da UNIVALI, recebeu o Prêmio Jovem Pesquisador no Brain, Behavior and Emotions 2023 (Florianópolis — SC, 7 a 10 de junho de 2023), além de menção honrosa — já são quatro prêmios jovens pesquisadores com a equipe.

dr marcelo zalli pesquisa premiação internacional neurologia alzheimer — palestra no Congresso de Neurologia onde estudo sobre Alzheimer recebeu prêmio Jovem Pesquisador

Trabalho vencedor

"Perfil epidemiológico de pacientes diagnosticados com doença de Alzheimer no serviço público de Neurogeriatria em uma cidade no sul do Brasil"

Núcleo de Atenção ao Idoso de Balneário CamboriúAutores: Matheus Gonçalves Porto · Gabriela Vequi · Bruno Luiz Rodrigues · Rafael Bertoldi TorresColaboração: Amanda Aquino Pereira · Ana Flávia Barni

Orientação do Dr. Marcelo Zalli, responsável pelo Ambulatório de Neurologia de Balneário Camboriú e professor de Neurologia da UNIVALI.

Foram avaliados 742 prontuários de idosos com síndrome demencial — distribuição dos diagnósticos:

64,95%

Alzheimer

16,98%

Demência vascular

4,85%

Demência mista

8,89%

Demência c/ parkinsonismo

3,09%

Demência frontotemporal

1,21%

Outras / sem diagnóstico

"O primeiro sobrevivente de Alzheimer está lá fora — mas não chegaremos lá sem pesquisa."

— Alzheimer's Association

Acesse o site da Alz.org

Conteúdo baseado nas informações oficiais da Alzheimer's Association (Alz.org) — a maior organização sem fins lucrativos dedicada ao apoio, cuidado e pesquisa sobre Alzheimer. Esta página é uma adaptação educativa em português; para o conteúdo original completo, visite o site oficial.

E-books sobre Alzheimer e memória na Biblioteca Seu Neuro

Para aprofundar o que você viu aqui, a Biblioteca Seu Neuro reúne e-books gratuitos do Dr. Marcelo Zalli. Os destaques da coleção Memória e Alzheimer incluem Meu familiar tem Alzheimer, e agora?, um guia prático para familiares e cuidadores; As Histórias que a Memória Não Apaga, contos que acolhem quem enfrenta a doença; e Memory City, a técnica de memorização desenvolvida pelo Dr. Marcelo Zalli. Há ainda o resumo do World Alzheimer Report 2025 para pacientes e familiares. Todos os materiais são gratuitos, para leitura online ou download.

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Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Zalli e receba orientação personalizada baseada na ciência mais atual.

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