Medicação
Reposição de dopamina com levodopa e outros medicamentos é a base do tratamento. O ajuste individualizado de doses controla os sintomas por muitos anos.
Tratamento
Embora não tenha cura, o Parkinson tem hoje um arsenal terapêutico robusto — da levodopa às terapias avançadas como a foslevodopa em bomba e a estimulação cerebral profunda — que preserva a funcionalidade e a qualidade de vida por muitos anos.
Os três pilares
Reposição de dopamina com levodopa e outros medicamentos é a base do tratamento. O ajuste individualizado de doses controla os sintomas por muitos anos.
Fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional mantêm a funcionalidade, a voz, o equilíbrio e a independência nas atividades diárias.
Para flutuações motoras avançadas: infusão contínua de foslevodopa e estimulação cerebral profunda (DBS) restauram o controle dos sintomas.
Medicação
A levodopa é convertida em dopamina no cérebro, compensando a perda dos neurônios da substância negra. É o medicamento mais eficaz para os sintomas motores e costuma estar associada a outros fármacos (inibidores da COMT, agonistas dopaminérgicos, inibidores da MAO-B).
Com a evolução da doença, o efeito da levodopa pode encurtar, gerando variações entre períodos “ligado” (com bom controle) e “desligado” (com lentidão e tremor), e às vezes discinesias. Ajustes precisos e, em estágios avançados, terapias contínuas controlam essas flutuações.
Dr. Marcelo Zalli explica
Novo tratamento com foslevodopa: bomba portátil de infusão contínua que mantém níveis estáveis de dopamina ao longo do dia, reduzindo os períodos OFF e as oscilações motoras. Aprovado pela Anvisa, deve chegar às farmácias no segundo semestre.
Novo tratamento
Foslevodopa: uma nova opção para pacientes que apresentam doença de Parkinson. O tratamento da doença de Parkinson evoluiu e uma das novidades mais promissoras é a foslevodopa. Essa terapia foi desenvolvida para pacientes que apresentam flutuações motoras importantes apesar do uso otimizado das medicações convencionais.

Com a progressão da doença, muitos pacientes passam a alternar períodos em que a medicação funciona adequadamente (“períodos ON”) com momentos de piora dos sintomas, conhecidos como “períodos OFF”. Essas oscilações ocorrem porque a levodopa administrada por via oral produz variações nos níveis da medicação ao longo do dia. A foslevodopa surge justamente para minimizar esse problema ao fornecer uma administração contínua do medicamento.
A foslevodopa é uma forma modificada da levodopa que, após ser administrada, é convertida no organismo em levodopa e posteriormente em dopamina, neurotransmissor cuja deficiência está relacionada aos sintomas da doença de Parkinson. Quando utilizada em associação à foscarbidopa, permite uma liberação contínua da medicação por meio de uma bomba portátil conectada ao tecido subcutâneo.
Diferentemente dos comprimidos tradicionais, que geram picos e quedas de concentração sanguínea, a infusão contínua busca manter níveis mais estáveis do medicamento durante todo o dia e, em alguns casos, durante as 24 horas.
A terapia é destinada principalmente a indivíduos com doença de Parkinson que apresentam flutuações motoras incapacitantes ou discinesias relacionadas ao tratamento convencional.
A indicação deve ser individualizada e realizada por neurologista com experiência em distúrbios do movimento, considerando a evolução clínica, a resposta aos tratamentos prévios e as necessidades específicas de cada paciente.
Os estudos realizados até o momento demonstram redução do tempo em que o paciente permanece em estado OFF, além de maior estabilidade dos sintomas motores. Muitos pacientes relatam melhora da mobilidade, maior previsibilidade ao longo do dia e redução das oscilações relacionadas à levodopa.
Outro potencial benefício é a diminuição das discinesias associadas às variações bruscas dos níveis de dopamina, permitindo um controle mais uniforme dos sintomas.
A terapia com foslevodopa vem sendo incorporada gradualmente em diversos países e recentemente recebeu aprovação regulatória no Brasil para pacientes com doença de Parkinson avançada e flutuações motoras importantes. A expectativa é que sua utilização se torne progressivamente mais disponível em centros especializados.
A foslevodopa representa mais uma importante ferramenta no tratamento da doença de Parkinson avançada. Embora não interrompa a progressão da doença, a possibilidade de fornecer dopamina de maneira contínua pode melhorar significativamente o controle dos sintomas e a qualidade de vida de pacientes selecionados. A avaliação por um neurologista especialista continua sendo fundamental para determinar se essa estratégia terapêutica é adequada para cada caso.
Terapia avançada
A DBS é uma terapia cirúrgica para o Parkinson avançado. Eletrodos implantados em alvos específicos do cérebro modulam a atividade neural e restauram o controle dos sintomas.
Depressão, ansiedade, distúrbios do sono, constipação e alterações cognitivas impactam tanto quanto os sintomas motores. O acompanhamento neurológico periódico gerencia esses sintomas com medicação específica, orientação de estilo de vida e reabilitação.
Passo a passo
Um caminho claro, do diagnóstico ao acompanhamento — pensado para que você entenda cada etapa do seu cuidado neurológico.
Etapa 1
Consulta detalhada, histórico completo e exame neurológico para entender seu quadro de doença de parkinson.
Etapa 2
Exames e análise clínica que confirmam a condição e descartam outras causas.
Etapa 3
Conduta personalizada conforme a intensidade dos sintomas e sua rotina.
Etapa 4
Medicação, procedimentos e terapias indicados especificamente para o seu caso.
Etapa 5
Reavaliações periódicas para ajustar a conduta e manter o resultado.
Acompanhamento neurológico contínuo
O manejo do Parkinson exige ajustes ao longo do tempo. Consultas periódicas permitem calibrar doses, identificar flutuações e indicar terapias avançadas no momento adequado.
Dr. Marcelo Zalli, Neurologista (CRM-SC 17333 | RQE 13326) — Itajaí e Balneário Camboriú — SC.
O que é a doença, causa, sintomas motores e não-motores e o início do tratamento.
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Fisioterapia, pilates, nutrição e fonoaudiologia em cada fase da doença.
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Neurologista · CRM-SC 17333 | RQE 13326. Professor titular de Neurologia pela UNIVALI, com pós-graduação em demências pela USP.
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