Hub de Cefaleias

Dor de cabeça além da enxaqueca: quando a dor não é enxaqueca, o que fazer?

Nem toda dor de cabeça é enxaqueca. A localização, a duração, a intensidade, os gatilhos e os sintomas associados podem apontar para diagnósticos muito distintos.

Ilustração médica de uma cabeça com diferentes zonas de dor de cabeça

Toda dor de cabeça é enxaqueca?

Não. Existem dezenas de causas diferentes de dor de cabeça. Algumas são cefaleias primárias, enquanto outras podem ocorrer devido a alterações vasculares, pressão intracraniana, problemas cervicais, infecções, tumores, alterações do líquido cefalorraquidiano e outras condições neurológicas.

Dor de cabeça em 20 segundos

Dor de cabeçaPrimária ou secundáriaCaracterísticas + exame clínicoDiagnósticoTratamento adequado

Uma dor de cabeça nova ou muito diferente merece atenção

Alguns sinais exigem avaliação rápida, especialmente quando a dor surge de forma súbita e muito intensa, é “a pior dor da vida”, vem com fraqueza, alteração da fala, desmaio, convulsão, febre e rigidez de nuca, perda visual, confusão, vômitos intensos, piora progressiva, começa após trauma, surge em contexto de câncer, aparece na gravidez/pós-parto ou é claramente diferente do padrão habitual.

Entenda os sinais de alerta

Qual a diferença entre cefaleia primária e secundária?

Nas cefaleias primárias, a própria cefaleia é o transtorno principal. Nas cefaleias secundárias, a dor de cabeça ocorre como consequência de outra condição.

Cefaleia primária

Exemplos:

  • • Enxaqueca
  • • Cefaleia tensional
  • • Cefaleia em salvas
  • • Algumas cefaleias por esforço ou atividade sexual

Cefaleia secundária

Pode estar associada a:

  • • Alterações vasculares
  • • Pressão intracraniana alterada
  • • Infecções
  • • Alterações liquóricas, trauma, neoplasias

O diagnóstico depende da história clínica, do exame neurológico e, em situações selecionadas, de exames complementares.

Alto valor de alerta

Condições que exigem atenção imediata

Três condições com sinais de alerta importantes — não para assustar, mas para que você saiba reconhecer quando a dor não pode esperar.

Atenção imediata

Dor de cabeça por dissecção arterial

Uma lesão na parede de uma artéria do pescoço ou da cabeça pode causar dor cervical ou cefaleia e, em alguns casos, estar associada a AVC.

Dor cervical nova com sintomas neurológicos precisa de avaliação urgente.

O que é?

Dissecção de artérias carótidas ou vertebrais. Pode ocorrer espontaneamente ou após determinados movimentos/traumas — mas trauma não é obrigatório.

Como costuma ser a dor?

Dor que pode surgir subitamente, unilateral, envolvendo pescoço e região posterior da cabeça, diferente das dores habituais.

Quais sintomas podem acompanhar?

Queda da pálpebra, alteração pupilar, visão dupla, desequilíbrio, fraqueza ou alteração da fala.

O que pode desencadear?

Pode ser espontânea; nem sempre há trauma.

Quando procurar avaliação médica?

Dor nova no pescoço ou na cabeça acompanhada de sintomas neurológicos precisa ser avaliada com urgência.

Como é feito o diagnóstico?

Angiorressonância de vasos cervicais e cerebrais.

Existe tratamento?

Definido conforme o caso, podendo envolver anticoagulação e manejo de complicações.

Atenção imediata

Dor de cabeça e trombose venosa cerebral

Ocorre quando um coágulo bloqueia veias que drenam o sangue do cérebro; a dor de cabeça pode ser um dos principais sintomas.

Dor nova com convulsão ou déficit neurológico exige investigação urgente.

O que é?

Trombose dos seios e veias venosas cerebrais. A cefaleia pode ser progressiva, intensa, nova ou, eventualmente, súbita.

Como costuma ser a dor?

Apresentações variadas — progressiva, nova ou eventualmente súbita.

Quais sintomas podem acompanhar?

Convulsões, déficit neurológico, alteração visual, vômitos, confusão e sinais de hipertensão intracraniana.

O que pode desencadear?

Contextos de atenção incluem gravidez, puerpério, uso de hormônios, doenças trombóticas, infecções, câncer e estados pró-trombóticos — mas a presença desses fatores não confirma diagnóstico.

Quando procurar avaliação médica?

Dor nova com convulsão, alteração neurológica, alteração visual ou sinais de aumento da pressão intracraniana precisa de investigação urgente.

Como é feito o diagnóstico?

Ressonância com venografia e avaliação de fatores pró-trombóticos.

Existe tratamento?

Geralmente envolve anticoagulação e manejo da causa.

Atenção imediata

Dor de cabeça na meningite e encefalite

Dor de cabeça intensa com febre, rigidez de nuca, alteração de consciência ou sintomas neurológicos pode indicar infecção do sistema nervoso central.

Febre + rigidez de nuca + confusão/convulsão = procurar atendimento imediatamente.

O que é?

Meningite é inflamação das membranas que envolvem cérebro e medula. Encefalite é inflamação do próprio tecido cerebral.

Como costuma ser a dor?

Cefaleia intensa, frequentemente associada a febre.

Quais sintomas podem acompanhar?

Febre, rigidez de nuca, vômitos, fotofobia, sonolência, confusão, convulsões, alteração de comportamento e déficit neurológico.

O que pode desencadear?

Infecções (virais, bacterianas e outras).

Quando procurar avaliação médica?

Dor de cabeça associada a febre, rigidez de nuca, confusão, convulsão ou redução do nível de consciência exige avaliação médica imediata. Não há manejo domiciliar.

Como é feito o diagnóstico?

Avaliação de emergência, punção lombar e exames de neuroimagem.

Existe tratamento?

Realizado em ambiente hospitalar, conforme a causa.

Principais tipos de dor de cabeça

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Cefaleias primárias

A própria cefaleia é o transtorno principal — não há outra doença por trás da dor.

Condição primária

Cefaleia em salvas

Cluster headache

Uma das dores de cabeça mais intensas conhecidas, geralmente localizada ao redor de um olho e acompanhada de sintomas autonômicos.

O que é?

É uma cefaleia primária caracterizada por crises curtas, muito intensas e recorrentes, que ocorrem em períodos ou “salvas”.

Como costuma ser a dor?

Dor unilateral intensa, em região orbital, temporal ou ao redor de um olho, com crises relativamente curtas (15 minutos a 3 horas).

Quais sintomas podem acompanhar?

Lacrimejamento, olho vermelho, congestão ou secreção nasal, pálpebra caída e agitação durante a crise.

O que pode desencadear?

Álcool e noites mal dormidas podem precipitar crises durante um período ativo.

Quando procurar avaliação médica?

Cefaleia em salvas não é simplesmente uma enxaqueca mais forte. Quando há crises intensas e recorrentes, a avaliação neurológica é importante.

Como é feito o diagnóstico?

Baseada na história clínica característica e no exame neurológico, podendo incluir exames de imagem para excluir causas secundárias.

Existe tratamento?

Existem tratamentos específicos para a crise e para o período de salva. A avaliação individualizada é fundamental.

Condição primária

Cefaleia tensional

Dor geralmente bilateral, em pressão ou aperto, frequentemente descrita como uma faixa ao redor da cabeça.

O que é?

É o tipo mais comum de cefaleia primária, podendo ocorrer de forma episódica ou frequente.

Como costuma ser a dor?

Pressão, aperto ou peso, bilateral, geralmente sem as características intensas típicas da enxaqueca.

Quais sintomas podem acompanhar?

Pode haver sensibilidade leve à luz ou ao som, mas sem náuseas importantes.

O que pode desencadear?

Não é simplesmente “estresse”. Pode estar associada a tensão muscular, postura e fatores individuais.

Quando procurar avaliação médica?

Quando se torna frequente ou interfere na rotina, vale avaliação médica.

Como é feito o diagnóstico?

Clínica, baseada nas características da dor e no exame neurológico.

Existe tratamento?

Envolve orientação, manejo dos fatores associados e, quando necessário, estratégias preventivas.

Condição primária

Cefaleia por esforço

Dor de cabeça desencadeada por atividade física intensa ou aumento importante do esforço.

O que é?

Cefaleia que surge durante ou após esforço físico intenso (corrida, musculação, etc.).

Como costuma ser a dor?

Dor pulsátil, geralmente bilateral, desencadeada pelo esforço.

Quais sintomas podem acompanhar?

Pode estar associada a náuseas em alguns casos.

O que pode desencadear?

Atividade física intensa, esforço importante, levantamento de peso.

Quando procurar avaliação médica?

Pode ser benigna em alguns casos, mas o primeiro episódio precisa de avaliação para excluir causas secundárias.

Como é feito o diagnóstico?

História clínica e exame neurológico; o primeiro episódio costuma pedir exames de imagem.

Existe tratamento?

Depende da causa. Quando primária, pode-se discutir estratégias para reduzir crises.

Condição primária

Cefaleia associada à atividade sexual

Cefaleia orgástica

Dor de cabeça que pode surgir durante a atividade sexual, especialmente próximo ao orgasmo.

O que é?

Cefaleia primária que pode ter aumento progressivo ou início súbito durante a atividade sexual.

Como costuma ser a dor?

Pode ser gradual ou súbita, geralmente occipital.

Quais sintomas podem acompanhar?

Dor isolada, sem necessariamente outros sintomas neurológicos.

O que pode desencadear?

Aumento da excitação e do esforço físico durante a atividade sexual.

Quando procurar avaliação médica?

O primeiro episódio exige investigação para excluir hemorragia subaracnoidea e outras causas vasculares.

Como é feito o diagnóstico?

História clínica e, no primeiro episódio, exames de imagem costumam ser necessários.

Existe tratamento?

Quando primária, existem estratégias preventivas e orientação individualizada.

Pode exigir investigação

Cefaleia desencadeada por tosse ou Valsalva

Dor desencadeada por tosse, espirro, esforço evacuatório ou aumento da pressão abdominal.

O que é?

Cefaleia provocada por manobras que aumentam a pressão intratorácica ou abdominal.

Como costuma ser a dor?

Dor que surge no momento do esforço e melhora após seu término.

Quais sintomas podem acompanhar?

Geralmente isolada, mas padrões novos precisam de atenção.

O que pode desencadear?

Tosse, espirro, esforço evacuatório, prender a respiração, levantamento de peso.

Quando procurar avaliação médica?

Embora possa existir uma forma primária, esse padrão também pode estar associado a alterações estruturais e precisa ser avaliado, especialmente quando é novo.

Como é feito o diagnóstico?

História clínica e exame neurológico; padrões novos costumam pedir exames de imagem.

Existe tratamento?

Depende da causa identificada na investigação.

Pescoço e neuralgias

Dores relacionadas à coluna cervical e aos nervos da cabeça e do rosto.

Condição secundária

Cefaleia cervicogênica

Uma dor de cabeça cuja origem está relacionada a estruturas da coluna cervical e do pescoço.

O que é?

Cefaleia secundária gerada por alterações das estruturas cervicais.

Como costuma ser a dor?

Dor unilateral que pode começar no pescoço e irradiar para a cabeça, piorando com certas posições.

Quais sintomas podem acompanhar?

Limitação de movimento e tensão cervical, sem características típicas da enxaqueca.

O que pode desencadear?

Posturas, movimentos do pescoço e tensão cervical.

Quando procurar avaliação médica?

Quando é recorrente ou associada a limitação de movimento, vale avaliação.

Como é feito o diagnóstico?

Clínico, baseado nas características e na resposta a manobras cervicais, diferenciando de enxaqueca.

Existe tratamento?

Envolve manejo da causa cervical e estratégias individualizadas.

Condição específica

Neuralgia do trigêmeo

Uma dor facial intensa, em choque ou descarga elétrica, geralmente desencadeada por estímulos leves.

O que é?

É uma dor facial (não uma cefaleia) ligada ao nervo trigêmeo.

Como costuma ser a dor?

Dor em choque ou descarga elétrica, de duração breve, em um lado do rosto.

Quais sintomas podem acompanhar?

Crises desencadeadas por tocar o rosto, mastigar, falar, escovar os dentes ou vento no rosto.

O que pode desencadear?

Estímulos leves no território do trigêmeo.

Quando procurar avaliação médica?

Quando há dor facial em choque recorrente, a avaliação neurológica é importante.

Como é feito o diagnóstico?

História clínica e exame neurológico; exames podem excluir causas secundárias.

Existe tratamento?

Existem opções medicamentosas e, em casos selecionados, abordagens procedimentais.

Condição específica

Neuralgia occipital (Neuralgia de Arnold)

Dor em choque, queimação ou pontada na região posterior da cabeça, relacionada aos nervos occipitais.

O que é?

“Neuralgia de Arnold” é um nome tradicionalmente utilizado para a neuralgia dos nervos occipitais — são, na prática, a mesma condição.

Como costuma ser a dor?

Dor na nuca e região posterior do couro cabeludo, em pontadas, choque ou queimação, podendo irradiar ao topo da cabeça.

Quais sintomas podem acompanhar?

Hipersensibilidade local e dor que segue o trajeto do nervo occipital.

O que pode desencadear?

Palpação da nuca, movimentos e posturas.

Quando procurar avaliação médica?

Quando é recorrente ou intensa, vale avaliação neurológica.

Como é feito o diagnóstico?

Clínico, com bloqueio diagnóstico em casos selecionados.

Existe tratamento?

Envolve medicação, bloqueios e, em casos selecionados, outras abordagens.

Dores secundárias e vasculares

A dor ocorre como consequência de outra condição neurológica ou vascular.

Pode exigir avaliação urgente

Cefaleia em trovão

Thunderclap headache

Uma cefaleia que atinge intensidade máxima em segundos ou poucos minutos é considerada um sinal de alerta neurológico.

Uma primeira cefaleia em trovão deve ser considerada uma emergência até que causas graves sejam excluídas.

O que é?

Cefaleia de início súbito e intensidade máxima em até um minuto.

Como costuma ser a dor?

Dor explosiva, que atinge o pico quase instantaneamente.

Quais sintomas podem acompanhar?

Pode vir acompanhada de vômitos, rigidez de nuca, alteração de consciência ou déficit neurológico.

O que pode desencadear?

Pode surgir espontaneamente ou em contexto de esforço.

Quando procurar avaliação médica?

Uma primeira cefaleia em trovão deve ser considerada uma emergência até que causas graves sejam excluídas. Não orientamos observação domiciliar.

Como é feito o diagnóstico?

Avaliação de emergência, geralmente com neuroimagem (tomografia ou angiorressonância) e, em casos selecionados, punção lombar.

Existe tratamento?

Depende totalmente da causa identificada.

Pode exigir avaliação urgente

Dor de cabeça e aneurisma cerebral

A maioria dos aneurismas não causa sintomas antes de romper, mas uma ruptura pode provocar uma dor súbita e extremamente intensa.

Uma cefaleia súbita e explosiva precisa ser avaliada como emergência.

O que é?

Nem toda dor de cabeça forte é aneurisma. Aneurismas não rompidos frequentemente são assintomáticos.

Como costuma ser a dor?

A ruptura pode causar cefaleia súbita e intensa (frequentemente em trovão).

Quais sintomas podem acompanhar?

Pode haver rigidez de nuca, vômitos, perda de consciência e déficit neurológico.

O que pode desencadear?

A ruptura pode ocorrer espontaneamente.

Quando procurar avaliação médica?

Uma cefaleia súbita e explosiva precisa ser avaliada como emergência.

Como é feito o diagnóstico?

Neuroimagem vascular em contexto de suspeita; aneurismas assintomáticos podem ser achado ocasional.

Existe tratamento?

Definido por equipe especializada conforme o caso.

Pode exigir avaliação urgente

Hemorragia subaracnoidea

Sangramento ao redor do cérebro, frequentemente relacionado à ruptura de aneurisma, que pode causar cefaleia em trovão.

Dor súbita e explosiva com rigidez de nuca e alteração de consciência é uma emergência.

O que é?

É uma condição neurológica grave com sangramento no espaço subaracnoideo.

Como costuma ser a dor?

Cefaleia súbita e intensa, frequentemente descrita como a pior da vida.

Quais sintomas podem acompanhar?

Rigidez de nuca, vômitos, alteração de consciência e déficit neurológico.

O que pode desencadear?

Geralmente relacionada à ruptura de aneurisma.

Quando procurar avaliação médica?

É uma emergência. Dor súbita e explosiva com esses sintomas exige atendimento imediato.

Como é feito o diagnóstico?

Tomografia, punção lombar e angiografia conforme o caso.

Existe tratamento?

Realizado em ambiente hospitalar especializado.

Pode exigir investigação

Cefaleia por hipertensão intracraniana

Quando a pressão dentro do crânio aumenta, a dor de cabeça pode ocorrer associada a alterações visuais e outros sintomas.

O que é?

Aumento da pressão intracraniana — não é um diagnóstico autônomo baseado apenas em sintomas.

Como costuma ser a dor?

Dor que pode piorar com o deitar ou esforço, frequentemente matinal.

Quais sintomas podem acompanhar?

Visão borrada, episódios breves de escurecimento visual, zumbido pulsátil, náuseas e papiledema ao exame de fundo de olho.

O que pode desencadear?

Depende da causa (lesões expansivas, alterações liquóricas, etc.).

Quando procurar avaliação médica?

Cefaleia progressiva com alteração visual precisa de investigação.

Como é feito o diagnóstico?

Exame neurológico, fundo de olho, neuroimagem e, quando indicado, punção lombar.

Existe tratamento?

Direcionado à causa subjacente.

Pode exigir investigação

Cefaleia por hipotensão liquórica

Uma cefaleia tipicamente pior quando a pessoa está em pé e que pode melhorar ao deitar.

O que é?

Hipotensão intracraniana relacionada ao líquido cefalorraquidiano, por perda ou vazamento de líquor.

Como costuma ser a dor?

Dor ortostática — piora em pé, melhora ao deitar.

Quais sintomas podem acompanhar?

Pode haver náuseas, tontura e alteração auditiva.

O que pode desencadear?

Pode ocorrer espontaneamente ou após procedimentos (punção lombar, anestesia peridural, etc.).

Quando procurar avaliação médica?

Cefaleia postural intensa ou persistente precisa de avaliação.

Como é feito o diagnóstico?

História clínica, neuroimagem e, em casos selecionados, estudos do líquor.

Existe tratamento?

Repouno, hidratação e, em casos selecionados, blood patch.

Pode exigir investigação

Dor de cabeça e tumor cerebral

Tumores cerebrais podem causar cefaleia em alguns pacientes, mas dor de cabeça isolada é muito mais frequentemente causada por condições benignas.

O que é?

A dor de cabeça isolada raramente significa tumor cerebral.

Como costuma ser a dor?

Quando relacionada a neoplasia, costuma ser progressiva e mudar de padrão.

Quais sintomas podem acompanhar?

Leanta maior suspeita quando acompanhada de déficit neurológico, convulsões, alteração cognitiva, vômitos e sinais de aumento da pressão intracraniana.

O que pode desencadear?

Não aplicável.

Quando procurar avaliação médica?

Dor progressiva, com mudança de padrão ou sintomas neurológicos associados, exige investigação.

Como é feito o diagnóstico?

Neuroimagem (ressonância) e avaliação especializada.

Existe tratamento?

Definido conforme o tipo e a localização da lesão.

Pode exigir avaliação urgente

Dor de cabeça e doenças do seio cavernoso

O seio cavernoso é uma região vascular atrás dos olhos; alterações nessa área podem causar dor associada a sintomas oculares e neurológicos.

Visão dupla, queda da pálpebra e inchaço ocular com cefaleia exigem avaliação médica.

O que é?

Estrutura venosa profunda relacionada aos olhos, nervos dos movimentos oculares, nervo trigêmeo e vasos sanguíneos. Podem ocorrer trombose, processos infecciosos, alterações vasculares ou lesões expansivas.

Como costuma ser a dor?

Cefaleia e dor ao redor dos olhos.

Quais sintomas podem acompanhar?

Inchaço ocular, visão dupla, queda da pálpebra, dificuldade para movimentar os olhos, alteração da sensibilidade da face e febre em alguns casos.

O que pode desencadear?

Depende da causa.

Quando procurar avaliação médica?

Cefaleia com alteração dos movimentos dos olhos, visão dupla ou inchaço ao redor dos olhos precisa de avaliação médica.

Como é feito o diagnóstico?

Neuroimagem com estudo vascular.

Existe tratamento?

Direcionado à causa subjacente.

Dor de cabeça após infecções

Cefaleia durante ou após infecções sistêmicas — dengue, COVID-19 e outras viroses.

Pode persistir após infecção

Dor de cabeça após uma infecção

Dengue, COVID-19 e outras infecções podem deixar cefaleia persistente?

Algumas pessoas podem apresentar dor de cabeça durante uma infecção e continuar com cefaleia mesmo depois da melhora do quadro infeccioso.

Dor persistente após infecção, quando intensa, progressiva ou com sintomas neurológicos, merece avaliação.

O que é?

Cefaleia durante infecções sistêmicas (dengue, COVID-19, viroses) que, em alguns pacientes, pode persistir após a fase aguda.

Como costuma ser a dor?

Dor que pode continuar após a resolução do quadro infeccioso.

Quais sintomas podem acompanhar?

Pode estar relacionada a resposta inflamatória, febre, desidratação, alterações do sono, fadiga e mudanças da rotina durante a doença.

O que pode desencadear?

Infecções sistêmicas e síndrome pós-infecciosa.

Quando procurar avaliação médica?

Dor de cabeça persistente após uma infecção merece avaliação quando é intensa, progressiva, diferente do padrão habitual ou acompanhada de sintomas neurológicos. Não atribuímos automaticamente toda cefaleia pós-COVID ou dengue a “sequela”.

Como é feito o diagnóstico?

História clínica e exame neurológico; exames quando indicados.

Existe tratamento?

Individualizado conforme o quadro.

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Pode persistir após infecção

Dor de cabeça na dengue

A cefaleia é um sintoma frequente na dengue e pode vir acompanhada de dor atrás dos olhos, febre e dores no corpo.

Sinais de alarme: sangramento, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, alteração de consciência ou sinais de choque exigem atendimento imediato.

O que é?

Cefaleia durante a fase aguda da dengue, frequentemente com dor retro-orbitária.

Como costuma ser a dor?

Dor de cabeça intensa, com dor atrás dos olhos, febre e mialgia.

Quais sintomas podem acompanhar?

Fadiga, mialgia, dor retro-orbitária e febre. Importante observar sinais de alarme.

O que pode desencadear?

Infecção pelo vírus da dengue.

Quando procurar avaliação médica?

Procure atendimento imediato se houver sangramento, queda importante do estado geral, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, alteração de consciência, sinais de choque ou sintomas neurológicos.

Como é feito o diagnóstico?

Clínico e laboratorial, conforme a gravidade.

Existe tratamento?

Hidratação e avaliação clínica conforme a gravidade. Não fornecemos recomendações farmacológicas específicas nesta página.

Pode persistir após infecção

Dor de cabeça após COVID-19

Algumas pessoas apresentam cefaleia durante a COVID-19 e outras podem continuar sentindo dor de cabeça após a fase aguda.

O que é?

Cefaleia durante a infecção por COVID-19, com possibilidade de persistência em alguns pacientes.

Como costuma ser a dor?

Dor de cabeça que pode ocorrer na fase aguda e, às vezes, persistir.

Quais sintomas podem acompanhar?

Fadiga, alteração do sono, dificuldade de concentração e, em alguns, modificação do padrão de uma cefaleia já existente.

O que pode desencadear?

Infecção pelo SARS-CoV-2.

Quando procurar avaliação médica?

Dor intensa, progressiva, diferente do padrão habitual ou com sintomas neurológicos merece avaliação.

Como é feito o diagnóstico?

História clínica e exame neurológico; exames conforme o caso.

Existe tratamento?

Individualizado, considerando coexistência de enxaqueca prévia e outros fatores.

Algumas pessoas com história prévia de enxaqueca relatam mudança na frequência ou intensidade das dores durante ou depois de infecções, mas cada caso precisa ser avaliado individualmente.

Infecções também podem causar dor de cabeça?

Sim. Infecções sistêmicas, como dengue e COVID-19, frequentemente podem provocar cefaleia durante a fase aguda. Em algumas pessoas, a dor pode persistir depois da infecção. Já infecções do sistema nervoso central, como meningite e encefalite, podem provocar cefaleia associada a sinais de alerta e exigem avaliação imediata.

Infecção sistêmica

  • • Dengue
  • • COVID-19
  • • Outras viroses

Infecção do sistema nervoso

  • • Meningite
  • • Encefalite
Febre + rigidez de nuca + confusão/convulsão = procurar atendimento imediatamente.

Quais doenças dos vasos sanguíneos podem causar dor de cabeça?

Algumas condições vasculares do cérebro e do pescoço podem apresentar dor de cabeça como sintoma, incluindo hemorragia subaracnoidea, dissecção arterial, trombose venosa cerebral e alterações relacionadas a aneurismas. Essas condições podem ter apresentações variadas — quando existem sinais de alerta ou uma dor nova e incomum, a avaliação médica é importante.

Quando uma dor de cabeça precisa ser investigada?

  • Dor recorrente
  • Diagnóstico não está claro
  • Padrão mudou
  • Tratamento não funciona
  • Dor está aumentando
  • Interfere na rotina
  • Sintomas neurológicos associados
  • Uso frequente de analgésicos
  • Existem sinais de alerta

Quando uma dor de cabeça pode ser uma emergência?

  • Dor súbita e explosiva (a pior da vida)
  • Fraqueza em um lado do corpo
  • Alteração da fala
  • Desmaio ou convulsão
  • Confusão ou alteração do estado mental
  • Febre com rigidez de nuca
  • Perda visual importante ou visão dupla recente
  • Dor após trauma significativo
  • Dor nova durante gravidez ou pós-parto com sinais de alerta
  • Dor cervical nova com sintomas neurológicos
  • Cefaleia progressiva com alteração visual
  • Dor após infecção com piora progressiva ou sintomas neurológicos

Na presença desses sinais, a prioridade não é procurar informação na internet: é procurar atendimento médico.

E quando a dor é enxaqueca?

A enxaqueca é uma das causas mais comuns de dor de cabeça recorrente, mas possui características próprias.

Perguntas frequentes sobre dor de cabeça

Não. Existem dezenas de causas diferentes de dor de cabeça, primárias e secundárias. O padrão da dor e o exame clínico ajudam a diferenciar.

Sinais como início súbito e explosivo, piora progressiva, sintomas neurológicos, febre com rigidez de nuca e mudança importante do padrão exigem investigação.

A ruptura de aneurisma pode causar uma cefaleia súbita e explosiva (em trovão). A maioria dos aneurismas não rompidos não causa sintomas.

É uma cefaleia que atinge intensidade máxima em segundos ou poucos minutos. Uma primeira cefaleia em trovão é considerada emergência até causas graves serem excluídas.

Pode ser uma cefaleia primária por esforço, mas o primeiro episódio precisa de avaliação para excluir causas secundárias.

Pode ser uma cefaleia primária (orgástica), mas o primeiro episódio exige investigação para excluir causas vasculares.

Pode existir uma forma primária, mas esse padrão também pode estar associado a alterações estruturais e precisa ser avaliado, especialmente quando é novo.

É uma dor de cabeça cuja origem está relacionada a estruturas da coluna cervical e do pescoço, frequentemente irradiando do pescoço para a cabeça.

A neuralgia do trigêmeo é uma dor facial em choque, breve e desencadeada por estímulos leves, diferente das cefaleias, que envolvem a cabeça como um todo.

Sim. “Neuralgia de Arnold” é um nome tradicionalmente utilizado para a neuralgia dos nervos occipitais.

Não. Dor de cabeça isolada raramente significa tumor. Quando tumores causam cefaleia, geralmente há outros elementos clínicos.

É o aumento da pressão dentro do crânio, que pode causar dor, alterações visuais e outros sintomas. Não é um diagnóstico baseado apenas em sintomas.

É uma cefaleia que piora em pé e melhora ao deitar, relacionada a alterações do líquido cefalorraquidiano.

Sim. A cefaleia é frequente na dengue, muitas vezes com dor atrás dos olhos, febre e dores no corpo.

Em alguns pacientes a cefaleia pode persistir após a fase aguda. Dor intensa, progressiva ou com sintomas neurológicos merece avaliação.

Algumas pessoas apresentam cefaleia durante a COVID-19 e, em alguns casos, ela persiste após a fase aguda. Cada caso precisa ser avaliado individualmente.

Geralmente intensa, com febre, rigidez de nuca, vômitos, fotofobia e alteração do nível de consciência. Exige atendimento imediato.

A rigidez de nuca é um sinal clássico, mas as apresentações podem variar. Febre + cefaleia intensa + alteração de consciência já justificam avaliação urgente.

É um coágulo em veias que drenam o sangue do cérebro. Pode causar cefaleia nova, progressiva ou eventualmente súbita, às vezes com convulsões ou déficit neurológico.

Sim. A cefaleia pode ser o primeiro sintoma. Dor nova com sintomas neurológicos ou visuais exige investigação urgente.

É uma lesão na parede da artéria carótida (ou vertebral) que pode causar dor cervical ou cefaleia e, em alguns casos, estar associada a AVC.

Pode. Dor cervical nova e diferente, especialmente com sintomas neurológicos, precisa ser avaliada com urgência.

É uma condição vascular rara na região atrás dos olhos, que pode causar cefaleia, inchaço ocular, visão dupla e alteração dos movimentos dos olhos.

Sim. Visão dupla recente associada a cefaleia precisa de avaliação médica.

A ressonância é solicitada em situações selecionadas — cefaleia em trovão, padrão novo ou progressivo, sintomas neurológicos ou sinais de alerta. A decisão é médica.

Quando a dor é recorrente, o diagnóstico não está claro, o padrão mudou, o tratamento não funciona ou há sinais de alerta.

Em dor súbita e explosiva, fraqueza, alteração da fala, desmaio, convulsão, confusão, febre com rigidez de nuca ou perda visual importante.

Conteúdo médico revisado por

Dr. Marcelo Zalli

Neurologista · CRM-SC 17333 | RQE 13326

Escrito e revisado por

Dr. Marcelo Zalli

Neurologista · CRM-SC 17333 · RQE 13326

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