Educação ao paciente

Como é feito o exame de memória no neurologista

A avaliação cognitiva é simples, indolor e estruturada em etapas. Entenda o que esperar da consulta neurológica para investigar esquecimento e Alzheimer.

Como é feito o exame de memória no neurologista
MZ Dr. Marcelo ZalliNeurologista · CRM-SC 17333 | RQE 13326
6 min de leitura12 de agosto de 2026
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A avaliação cognitiva é simples, indolor e estruturada em etapas. O objetivo é responder a uma pergunta fundamental: o esquecimento é envelhecimento normal, comprometimento cognitivo leve, ou uma doença neurodegenerativa que exige tratamento? Cada etapa adiciona uma peça ao quebra-cabeça diagnóstico.

Etapa 1 — Consulta neurológica

A investigação começa com história clínica detalhada, exame neurológico completo e avaliação dos fatores de risco vasculares, metabólicos e de estilo de vida que afetam a memória. O neurologista precisa entender o quadro completo antes de qualquer exame complementar.

Etapa 2 — Testes cognitivos

O MoCA (Montreal Cognitive Assessment) e o MEEM (Mini-Exame do Estado Mental) avaliam memória, atenção, linguagem e função executiva em minutos. O teste do desenho do relógio complementa o rastreio. São rápidos, não invasivos e fornecem um escore que orienta os próximos passos.

Etapa 3 — Avaliação neuropsicológica

Quando indicado, uma bateria detalhada de testes com neuropsicólogo mapeia cada domínio cognitivo e define o perfil de força e fragilidade do cérebro. É um exame mais aprofundado, que ajuda a distinguir diferentes tipos de comprometimento.

Etapa 4 — Biomarcadores no líquor e no sangue

Beta-amiloide, tau total e p-tau217 confirmam ou afastam a patologia de Alzheimer. Exames de sangue já são realidade e estão substituindo a punção lombar em muitos casos, aproximando a atenção primária da neurologia especializada.

Etapa 5 — Exames de imagem

A ressonância magnética avalia a estrutura do hipocampo e descarta outras causas de comprometimento cognitivo. PET-amyloid e PET-FDG, quando indicados, visualizam a doença em ação — mostrando o acúmulo de placas ou o padrão de consumo de glicose no cérebro.

O diagnóstico precoce muda tudo

Descobrir o Alzheimer na fase inicial — quando ainda há neurônios para preservar — é o que abre espaço para terapias modernas como o Lecanemab, que age na causa da doença. Quanto antes a avaliação é feita, maior o benefício do tratamento.

A avaliação cognitiva é o primeiro passo para entender o que está acontecendo com a sua memória. Agende uma consulta e tire suas dúvidas com um neurologista especializado.

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  • As Histórias que a Memória Não Apaga — Contos sobre Alzheimer, memória, amor e os vínculos que permanecem.
  • Memory City — A técnica de memorização do Dr. Marcelo Zalli

Escrito e revisado por

Dr. Marcelo Zalli

Neurologista · CRM-SC 17333 · RQE 13326

Pós-graduado em Demências e Doenças Neurodegenerativas

Material educativo de auxílio a pacientes e familiares
Neurologista em Itajaí e Balneário Camboriú — Santa Catarina

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